É possível abrir empresa sem ter sócio?
Sim, é possível abrir empresa sem sócio: MEI, EI e SLU permitem um único titular. Veja qual escolher, a proteção de cada um e a partir de R$ 139/mês.
Sim, é possível abrir empresa sem sócio. A legislação brasileira prevê três caminhos para quem quer empreender sozinho: o MEI, para faturamento até R$ 81 mil por ano; o Empresário Individual (EI); e a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), que separa o patrimônio pessoal do da empresa sem exigir um segundo sócio. A escolha entre eles define a proteção do patrimônio, o teto de faturamento e as obrigações fiscais. Com exceção do MEI, toda empresa precisa de contabilidade desde a abertura — um contador ou uma contabilidade online define o porte, a natureza jurídica e o regime tributário e conduz o registro na Junta Comercial. As perguntas abaixo detalham cada opção.
Afinal, é possível abrir empresa sem sócio?
Sim. A lei brasileira permite constituir uma empresa com um único titular, sem a necessidade de um segundo sócio. Existem três caminhos, conforme o faturamento e a proteção patrimonial desejada: o MEI (para quem fatura até R$ 81 mil por ano), o Empresário Individual (EI) e a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU). A sociedade com dois ou mais sócios (LTDA) é apenas uma das opções, não uma exigência.
Quais são as opções de empresa para quem quer atuar sozinho?
São três. O MEI é o mais simples e gratuito, com teto de R$ 81 mil por ano e sem obrigação de contador. O EI (Empresário Individual) é uma natureza jurídica de titular único, mas com responsabilidade ilimitada — o patrimônio pessoal responde pelas dívidas. A SLU (Sociedade Limitada Unipessoal), criada pela Lei 13.874/2019, permite um único sócio com responsabilidade limitada e sem capital social mínimo. A definição entre elas é conduzida por um contador ou por uma contabilidade online, que avalia faturamento, atividade e risco antes de registrar o CNPJ.
Qual a diferença entre EI e SLU para quem não tem sócio?
Ambos têm um único titular, mas mudam na proteção do patrimônio. No EI, a responsabilidade é ilimitada: os bens pessoais do dono podem responder por dívidas da empresa. Na SLU, a responsabilidade é limitada ao capital investido, e o patrimônio pessoal fica, em regra, separado do da empresa. Por isso, quem empreende sozinho e quer proteger os bens pessoais costuma escolher a SLU, que substituiu a antiga EIRELI, extinta em 2021.
Abrir empresa sozinho protege o patrimônio pessoal?
Depende da natureza jurídica escolhida. No MEI e no EI não há separação total entre o patrimônio pessoal e o da empresa, então os bens do titular podem ser alcançados por dívidas. Já a SLU garante responsabilidade limitada mesmo com um único sócio — a proteção patrimonial que antes só existia em sociedades com dois ou mais sócios. Essa escolha é definida na abertura, com um contador ou uma contabilidade online, e vale a pena revisar conforme o risco da atividade.
Quem abre empresa sozinho pode incluir sócios depois?
Sim. Uma SLU ou um EI podem ser transformados para incluir sócios, passando a Sociedade Limitada (LTDA) por meio de alteração do ato constitutivo na Junta Comercial. O caminho inverso também existe: uma LTDA que fica com um só sócio pode virar SLU. Essa alteração societária é conduzida pela contabilidade, que ajusta o contrato social, o CNAE e o enquadramento tributário. Entenda antes as diferenças entre os tipos de pessoa jurídica.
Preciso de contador para abrir empresa sem sócio?
Com exceção do MEI, sim. EI, SLU e LTDA são obrigados por lei a manter contabilidade desde a abertura, por força do Art. 1.179 do Código Civil. O MEI é a única modalidade que dispensa contador e pode ser aberta pelo próprio empreendedor. Para as demais, um contador ou uma contabilidade online é a forma mais acessível de cumprir a exigência — com mensalidades a partir de R$ 139 e, em muitos planos, sem custo de abertura.
Qual o primeiro passo para abrir empresa sem sócio?
O primeiro passo é definir a atividade e a modalidade — MEI, EI ou SLU. Fora do MEI, esse passo é conduzido por um contador ou por uma contabilidade online, que define o CNAE, a natureza jurídica e o regime tributário, elabora o ato constitutivo e conduz o registro na Junta Comercial até a emissão do CNPJ, de forma 100% digital. O custo de abertura varia de R$ 0 a R$ 3.000, conforme o estado, a atividade e o plano; em determinadas cidades, a abertura sai sem custo para o empreendedor.